Problemas técnicos

O blog está com problemas técnicos em algumas das seções e posts. Estamos em  busca de uma solução. Resolvido isso, eu retomo as atualizações, após uma pausa que se esticou mais do que o previsto.

Nota

Já estão me escrevendo para perguntar se desisti do blog. Não desisti, apesar de não atualizá-lo há um mês e meio. Mas o processo de repensar o Cultura em Pauta acabou levando mais tempo do que eu previa, até porque as mudanças irão além do conteúdo dos textos. Aguardem até a segunda quinzena de maio.

Entressafra

O blog está sem atualizações há algumas semanas pois estou repensando seu conteúdo e criando algumas novidades. Até o início da próxima semana volto a movimentar as coisas por aqui.

Tim encerra patrocínio do Tim Festival

A Tim comunicou oficialmente nesta semana que não irá mais investir no Prêmio Tim de Música, que foi realizado durante seis anos. O Tim Festival terá o mesmo destino, embora a notícia ainda não seja oficial. O cancelamento desses patrocínios é parte de uma política de reestruturação da empresa que vem sendo empreendida pelo novo presidente, o italiano Luca Luciani.

Segundo apurei, a possibilidade da interrupção dos investimentos no Tim Festival já vinha existindo há alguns meses, razão pela qual a realizadora do evento, a Dueto Promoções, não iniciou nenhum trabalho de pré-produção para a edição 2009. Mas a confirmação oficial da notícia neste momento deixa pouco tempo hábil para que se tente buscar um novo patrocinador (o festival acontece em outubro) para este ano.

A Tim ainda tem contrato até o final de 2009 com o Auditório Ibirapuera e por enquanto não se manifestou sobre esse patrocínio nem sobre o projeto “TIM Músicas nas Escolas”. Todas essas ações fazem parte de uma política de investimentos da empresa na área de música, numa bem pensada associação com o mote da operadora, “viver sem fronteiras”.

O festival de música criado pela Dueto Promoções tornou-se um case de marketing cultural. O evento foi proposto para a Free nos anos 80, e nasceu como Free Jazz Festival. O sucesso foi imediato. Mas a proibição das empresas fabricantes de cigarros patrocinarem projetos culturais, por conta da lei aprovada em 2001, causou uma dúvida no mercado a respeito da “adoção” do projeto por outra empresa, tão marcante ficou a associação com a Free. Mas logo veio a notícia de que o evento passaria a ser Tim Festival, numa demonstração de que bons projetos podem sobreviver à perda de patrocínio, mesmo com o nome da empresa em seu título.

Audiência pública no Rio de Janeiro discute gestão de equipamentos culturais por OS

O modelo de terceirização da gestão dos equipamentos culturais públicos para organizações sociais, que já vem sendo aplicado por Estados como São Paulo e Mato Grosso, agora é alvo de discussões no Rio de Janeiro. O projeto de lei 1975/2009, encaminhado para a Assembléia Legislativa, possibilita a qualificação das OS e seus contratos de parceria com o Estado. A secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes, defende o projeto pautando-se principalmente nos argumentos da desburocratização da gestão e de representantes da sociedade civil fazendo parte do conselho das OS. O fato de essas organizações poderem captar recursos via leis de incentivo passa batido pelo discurso da secretária, ao menos nestas falas.

Nesta 3a feira, dia 09, uma audiência pública na Alerj irá debater o projeto com a presença de Rattes e do presidente da comissão de Cultura da Assembléia, deputado Alessandro Molon (PT).

E o projeto de reformulação da Lei Rouanet?

Não existe, de acordo com Leonardo Brant, em artigo publicado semana passada no Cultura e Mercado onde ele afirma ter recebido três confirmações confiáveis de dentro do governo de que o projeto não passaria de idéias.

O que não causa exatamente surpresa. O MinC, via Juca Ferreira, vem fazendo estardalhaço em torno da reformulação da Rouanet. O ministro viajou o país para realizar o encontro “Diálogos Culturais” e apresentar as idéias para o projeto. Na edição do evento em São Paulo, em novembro, o discurso de Juca deixou mais dúvidas no ar do que esclarecimentos e ainda sugeriu sutilmente que nada de substancial acontecerá neste mandato. Mas a maior parte da platéia, ávida pelo discurso anti-empresas patrocinadoras (e Ferreira coloca bastante lenha nessa fogueira), aplaudiu entusiasticamente.

Outra medida patra causar impacto foi circular uma campanha de mídia em janeiro, convidando a sociedade a fazer críticas e sugestões ao projeto através de um site que há semanas mantém a mesma informação: “aqui, em breve, consulta pública”. Convidaram todos para a festa, mas esqueceram de abrir as portas.

Petição online pede menos impostos para o setor cultural

A Lei Complementar 128, aprovada na surdina no final do ano passado e que aumentou os impostos das produtoras culturais, é objeto de uma petição online organizada pelo Instituto Pensarte. Foi também pauta para a imprensa nos últimos dias, como nesta matéria do jornal Valor Econômico e neste artigo escrito por Paulo Pélico e Julio Medaglia e publicado esta semana no primeiro caderno do jornal Folha de S. Paulo (e como é bom ver a cultura sendo pauta fora dos cadernos culturais).

Em nota oficial divulgada no início de fevereiro, o MinC afirma estar tomando as medidas necessárias para resolver o problema.

Curso de direção de arte em cinema

O Educine realiza neste mês, em São Paulo, o primeiro módulo do seu curso de direção de arte em cinema. Informações com Daniela Castilho pelo emaildanielacastilho@gmail.com.

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