Sexto encontro – 14/12 – temas: modos de produção (parte 2) + diagnóstico final

I. Modos de Produção (parte 2 – produzindo fora dos grandes centros)

A experiência do Núcleo do Dirceu no contexto descentralizado, isolado e estigmatizado da periferia do dirceu na cidade de Teresina, no  Piauí. Caminhos, desafios e perspectivas da produção e formação de público na periferia sul da cidade de São Paulo e sua relação com a identidade cultural local.

Marcelo Evelin – vive e trabalha na Holanda e no Piauí, atuando na área de dança e de teatro físico em projetos também envolvendo musica, vídeo, instalação e ocupação de espaços específicos. Criador residente do Hetveem Theater em Amsterdam com sua Companhia demolition Inc. Ensina improvisação e composição na Escola Superior das Artes de Amsterdã, onde tambem cria projetos e orienta processos criativos. Desde 2006, coordena em Teresina o Núcleo do Dirceu, um coletivo de artistas independentes e plataforma de pesquisa e desenvolvimento das artes performaticas contemporâneas.

Gal Martins – dançarina, atriz, coreógrafa e produtora cultural. Desenvolveu diversos projetos voltados para a democratização e ampliação de repertório cultural em comunidades periféricas da zona sul de São Paulo. Recebeu em 2007 o Prêmio Criando Asas (Red Bull e Instituto Criar de TV e Cinema) pelo projeto Imagens de Uma Vida Simples. Coordenou o projeto Educar Dançando em parceria com o Balé da Cidade de São Paulo nas comunidades do Jardim Ângela e Capão Redondo. Atualmente é diretora artística da Cia Sansacroma e coordenadora do Núcleo de Artes do Corpo da Fábrica de Criatividade.

II. Diagnóstico final

Diagnóstico da sustentabilidade da produção de dança contemporânea, a partir das questões levantadas pelo Oxigênio.

Helena Katz - professora da PUC-SP e crítica de dança do jornal O Estado de São Paulo.

André Fonseca - diretor da Projecta, empresa que atua no desenvolvimento, implementação e gestão de ações, programas e projetos culturais e também na capacitação de profissionais da área. Ministrante de cursos sobre captação de recursos e desenvolvimento e gestão de projetos culturais. Criador do blog Cultura em Pauta. É graduado em comunicacão social com habilitação em marketing pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).


Quinto encontro – 02/12 – tema: modos de produção (parte 1 – a visão de três gerações)

A experiência de criação de uma associação de apoiadores como estratégia de sustentabilidade.

Coletivo o12 - conjunto de sujeitos e seus desejos que se articulam através da dança contemporânea. Seus pensamentos se vinculam ao abrigo das particularidades que compõem a coletividade, à inquietação crítica e à necessidade de estancar os processos de desvalor que tanto inibem o desenvolvivento da conquista e pratica da autonomia. O coletivo o12 se dedica a pesquisas em torno da conquista e prática da autonomia em sistemas vivos.

Uma visão sobre modos de produção nos anos 80, pré-leis de incentivo e editais. A importância de ações criativas e parcerias como possiveis estratégias de sustentabilidade.

Thelma Bonavita - bailarina e coreógrafa premiada pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em 1995,1997 e 2009 e Mambembe em 1989. Foi estudante convidada na SNDO (School for New Dance Development) – Amsterdã/Holanda , estudou o método Laban (ECA/USP) e dança clássica no Ballet Stagium. Foi uma das fundadoras do estúdio Nova Dança, e atualmente desenvolve suas atividades artísticas através da Associação DESABA, criada em parceria com Cristian Duarte em São Paulo.

Os caminhos e percalços na sustentabilidade de uma companhia de dança durante quatro décadas. Relação com patrocinadores: o discurso social em detrimento do valor cultural. O reconhecimento é facilitador ou limitador?

Marika Gidali – nasceu em Budapeste (Hungria) e iniciou seus estudos de dança em São Paulo. Participou do Balé do IV Centenário e integrou o Ballet Experimental de São Paulo. Em 1971, ao lado do marido Décio Otero, criou sua própria companhia, o Ballet Stagium, no qual também dançou até 1995. Em 1994, criou o Projeto Escola Stagium, levando mais de 80 mil crianças e adolescentes das escolas de bairros periféricos para assistir os espetáculos da companhia. Em 1999, foi convidada para coordenar todas as atividades de dança nas unidades da Febem de São Paulo. Em 2000, fundou o Projeto Joaninha, que utiliza a dança como integração social e trabalha com crianças estudantes do ensino fundamental das escolas periféricas de São Paulo. Detentora de inúmeros prêmios, incluindo três APCAs (como bailarina e coréografa), mérito artístico pela Unesco e o Prêmio Sócio-Educando (Ilanud-Unicef).

Data: 02 de dezembro (4a feira), das 19hs às 22hs (clique aqui para verificar endereço e outras informações).


Quarto encontro – 16/11 – tema: políticas culturais

Conteúdo: a ampliação do conceito de cultura e as políticas culturais: opções, abrangência e limites. O relacionamento entre artistas e poder público. Participação social. Políticas de formação e difusão artística. Políticas, limites e critérios para financiamento público. Os dispositivos invisíveis de poder. A necessidade de uma alfabetização política. A recuperação da capacidade de indignação. A distância crítica, não aderente à natureza superflat da contemporaneidade.

Data: 16 de novembro (2a feira), das 19hs às 22hs (clique aqui para verificar endereço e outras informações).

Simone Zárate: coordenadora de desenvolvimento social do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e ex-secretária de cultura de Santo André. É graduada em Educação Artística, com especialização em Gestão Cultural e Políticas Culturais e em Gestão Cultural e Comunicação; atualmente é mestranda em Mediação e Ação Cultural na Escola de Comunicações e Artes da USP.

Christine Greiner: ensina nos cursos de Comunicação das Artes do Corpo e no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, onde coordena o Centro de Estudos Orientais. Já foi professora e pesquisadora visitante em diversas instituições no Brasil e no exterior (Japão, Estados Unidos e França). É autora do livro O Corpo, pistas para estudos indisciplinares, entre outros. Dirige a coleção Leituras do Corpo da editora Annablume.


Terceiro encontro: 03/11 – tema: a divulgação da dança contemporânea

Conteúdo: A dança nos meios de comunicação: uma comparação entre os anos 90 e os dias atuais. O fazer artesanal da dança em contraposição ao ritmo industrial cultural. O hermetismo da criação na dança contemporânea. A dificuldade de inserção da dança contemporânea no jornalismo cultural dos grandes veículos. Os processos de escolha de pautas nas redações. O papel do jornalismo cultural. Por que iniciativas de nicho devem procurar se posicionar melhor na internet. Iniciativas on-line como meio de atingir o público-alvo e exemplos de projetos que já seguem esse caminho.

Data: 03 de novembro (3a feira), das 19hs às 22hs (clique aqui para verificar endereço e outras informações).

Ana Paula Sousa: jornalista de cultura. Repórter do caderno Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo. Foi editora de cultura da revista CartaCapital entre 2001 e 2008.  Colunista de artes e espetáculos da rádio Band News FM desde 2005. Vencedora do Prêmio Comunique-se 2007 na categoria “jornalista de cultura”.

Julio Daio Borges: trabalhou em consultoria e bancos antes de fundar o site Digestivo Cultural em setembro de 2000. Publica na internet desde 1998 e é, também, colunista da revista GV-executivo (FGV-SP), onde escreve sobre cultura e empreendedorismo na internet, e do site OperaMundi.net. O Digestivo, sua principal ocupação, tem 10 mil visitantes-únicos/dia e parceiros como Livraria Cultura, Companhia das Letras, Mozarteum Brasileiro e editoras Record e Globo.

Márcia Marques: assessora de imprensa na área cultural desde 1990, é diretora da Canal Aberto. Trabalha com teatro, dança, artes visuais, música e literatura. Tem como clientes atuais e/ou passados artistas/companhias, em teatro, como Antonio Nóbrega, La Mínima, Rubens Rusche, Parlapatões, Pia Fraus e Teatro da Vertigem. Em dança, CandoCo, Cisne Negro, Corpos Nômades, Mariana Muniz, Miriam Druwe, Raça, Sandro Borelli, StacattoSP e Zélia Monteiro, dentre outros. Desde 2006, a Canal Aberto faz a assessoria de imprensa de toda a programação do Teatro de Dança.


Segundo encontro: 19/10 – tema: formação de público

O segundo encontro do Oxigênio inicia o aprofundamento em algumas das principais questões que interferem na sustentabilidade da produção de dança contemporânea. Neste caso, a formação de público. Desta vez, serão três oxigenadores: Adriana Grechi, Amaury Cacciacarro Filho e Gabriela Gonçalves.

Conteúdos:
1)Formação de público crítico como pré-condição de formação de plateia para a dança contemporânea. O acesso à pesquisa como contribuinte desse processo. As experiências do Projeto Teorema e do Festival Contemporâneo de Dança.
2)O entendimento do local e da realidade onde o público está inserido como pré-condição de formação de plateia. A conexão entre a ação cultural pública e o local onde o público se reconhece como modo de acionamento do desejo privado de acompanhamento dessa ação.

Data: 19 de outubro (2a feira), das 19hs às 22hs (clique aqui para verificar endereço e outras informações).

Adriana Grechi: coreógrafa graduada pela S.N.D.O (Amsterdã). Foi uma das fundadoras e diretoras da cia. e estúdio Nova Dança (SP) e  atualmente coordena o estúdio Nave (SP). Coreografou para grupos e companhias no Brasil e exterior. Recebeu nos últimos anos diversos prêmios, entre eles 3 APCA. Dirige o Núcleo Artérias que, em procedimentos colaborativos, discute questões relacionadas ao corpo no mundo contemporâneo. É também idealizadora de projetos de formação e difusão de dança contemporânea, como o Teorema e o Festival Contemporâneo de Dança.

Amaury Cacciacarro Filho: diretor da Fractal Produção Cultural. Diretor Geral do Festival Contemporâneo de Dança (APCA 2008). Sócio do Estúdio Nave de Dança Contemporânea (SP). Coordenador do projeto Teorema (APCA 2004). Produtor do Núcleo Artérias. Professor de Produção Cultural. Atuou por mais de dez anos como executivo de contas em agências de publicidade. É graduado em arquitetura pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e pós-graduado em marketing com ênfase em marketing cultural pela FAAP.

Gabriela Gonçalves: artista da dança e produtora cultural, com graduação em dança pela Universidade Estadual de Campinas  e em comunicação das artes do corpo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Mestre em Comunicação e Semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Sua pesquisa de mestrado teve como foco a formação de público e os meios de produção na arte contemporânea, especialmente na dança.


Primeiro encontro: 05/10 – tema: “diagnóstico”

O primeiro encontro do Oxigênio irá fazer um diagnóstico da situação atual da sustentabilidade da produção de dança contemporânea, com foco maior na cidade de São Paulo. Os oxigenadores serão Helena Katz e André Fonseca, cujas falas serão seguidas por uma troca de idéias com o público presente.

Conteúdo: Indicadores do cenário atual da dança em São Paulo e no Brasil. O público sem rosto da dança contemporânea. A urgência de articulação entre o setor. O distanciamento das políticas públicas. Programa Municipal de Fomento à Dança: fomento ou patrocínio? Porque números e estatísticas importam quando se pensa a dança contemporânea. Porque os mecanismos atuais de financiamento ameaçam o desenvolvimento de um mercado para a dança contemporânea.

Data: 05 de outubro, das 19hs às 22hs. Clique aqui para mais informações.

Helena Katz -  professora da PUC-SP e crítica de dança do jornal O Estado de São Paulo.

André Fonseca - consultor no planejamento e gestão de ações culturais. É graduado em comunicacão social com habilitação em marketing pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). É  diretor da Projecta, empresa que atua no desenvolvimento, implementação e gestão de ações, programas e projetos culturais e também na capacitação de profissionais da área. É ainda ministrante de cursos sobre captação de recursos e desenvolvimento e gestão de projetos culturais, e criador do blog Cultura em Pauta.


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