Livro sobre economia da cultura para download gratuito

O recém-lançado Economia da Cultura – ideias e vivências, de Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco, é uma boa opção para quem quiser entender um pouco mais sobre o assunto. É uma coletânea de textos de diversos especialistas, na qual são apresentadas ideias conceituais e experiências práticas sobre as mesmas. A publicação pode ser adquirida em versão impressa e também poder ser baixada gratuitamente aqui.


Sugestões bibliográficas do quarto encontro (políticas culturais)

Recomendações da oxigenadora Simone Zárate:

Artigo “Políticas culturais entre o possível e o impossível“, de Antonio Albino Canelas Rubim.
Artigo “Gestão cultural na e para a cidade“, de Liliana Sousa e Silva.
Artigo “Cuando la tecnología deja de ser una ayuda didáctica para convertirse en mediación cultural“, de Jesús Martin-Barbero.
Artigo “Públicos da cultura e as artes do espetáculo” in Teorias e Políticas da Cultura: Visões Multidisciplinares , de Gisele Marchiori Nussbaumer.


Recomendações da oxigenadora Christine Greiner:

Livro  O Local da Cultura, de Homi K. Bhab
Livro O Que é o Contemporâneo? E Outros Ensaios, de Giorgio Agamben.
Livro La Educacíon Desde La Comunicacíon, de Jesús Martin-Barbero (não editado no Brasil).


Recomendações do André Fonseca:

Artigo “Recuperar a dimensão política da cultura: nosso principal desafio“, de Marta Porto.

Documento Fomento e Financiamento à Cultura: quais os principais desafios?, resultado de dois encontros em 2003 de sistematização de propostas para o MinC.

Entrevista com a ex-secretária de Cultura de Minas Gerais, Maria Eleonora Santa Rosa, concedida ao jornal O Estado de S. Paulo.

Revista Observatório Itaú Cultural vol. 3 , com o tema “valores para uma política cultural”.

Livro Políticas Culturais no Brasil, de Antonio Albino Canelas Rubim & Alexandre Barbalho (orgs.).


Sugestões bibliográficas do terceiro encontro

O Julio Daio Borges, um dos oxigenadores do encontro sobre a divulgação da dança contemporânea, nos mandou diversos links de textos escritos por ele no Digestivo Cultural que remetem aos assuntos que ele abordou no Oxigênio:

Web 2.0 (ou uma tentativa de)
Por que os blogs de jornalistas não funcionam
Publicar em papel? Pra quê?
Troquei meus feeds RSS pelo Twitter

Verdades e mentiras sobre o fim dos jornais

O Free, de Chris Anderson

Passado, presente e futuro da informação, por Thomas Baekdal

Here Comes Everybody, de Clay Shirky
The Guardian contrata blogueiros para fazer jornalismo
O fim (da era) dos jornais, por Paul Starr
Por que as velhas redações se tornaram insustentáveis on-line

E quem quiser conhecer um pouco mais as ideias da Ana Paula Sousa sobre jornalismo cultural, pode ouvir este podcast.


Organização em Portugal representa os interesses da dança contemporânea

No encontro sobre formação de público, citei a experiência que vem sendo desenvolvida em Portugal pela REDE, uma associação que representa os interesses da área local de dança contemporânea e busca ser uma interlocutura com o poder público, na busca do desenvolvimento de políticas culturais. Vale a pena navegar pelo blog deles e verificar como vêm se organizando e as atividades que têm desenvolvido.

Entre elas, está o Encontro Rede Dança 09, realizado em abril com o tema “A difusão nacional e os públicos da dança contemporânea”. O evento reuniu artistas, profissionais da área, representantes do Ministério da Cultura e programadores de espaços culturais, e resultou num documento que pode ser acessado aqui. São propostas ações a curto, médio e longo prazos que podem ajudar a resolver alguns dos problemas que os grupos de trabalho apontaram, como a dificuldade de entendimento por parte do público em geral sobre o que é dança contemporânea  e a falta de dinamismo do Ministério da Cultura para a criação de políticas culturais para essa área. Há algumas propostas bastante curiosas, como a produção de kits “aprenda você mesmo” sobre dança contemporânea.

Novos grupos de trabalho se reuniram em julho para elaborar um Plano Estratégico para a Dança Portuguesa no período 2009-2014. Discussão oportuna dentro do Oxigênio, após a menção do Plano Nacional de Dança da Colômbia no primeiro encontro e a discussão em torno da falta de representativa dos profissionais da dança de São Paulo na Conferência Municipal de Cultura.


Sugestões bibliográficas do segundo encontro (formação de público)

Adriana Grechi, durante sua fala no segundo encontro do Oxigênio sobre formação de público, apontou que as ações independentes (sem apoio do poder público ou de financiamento privado) realizadas pelo Estúdio Nave – como o projeto Teorema – usam algumas ideias do livro TAZ – Zona Autônoma Temporária, de Hakim Bey. A publicação encontra-se fora de catálogo no Brasil, mas pode ser garimpada em bibliotecas e sebos.

Outra oxigenadora do encontro, Gabriela Gonçalves indica duas leituras. A primeira é Arte Contemporânea – uma introdução, de Anna Cauquelin, que segundo Gabi, “coloca que os modelos da arte moderna não se aplicam à arte  contemporânea, constatação que não é obvia para o público, que ainda busca as referências da arte moderna. A arte contemporânea exige novos modelos de compreensão de seu público. O livro também mostra que  na arte contemporânea não é mais possível pensar a criação desvinculada da produção”.

A segunda indicação é Corpos Indisciplinados – ação cultural em tempos de biopolítica, de Lucia Maciel Barbosa de Oliveira.  “O livro expõe a necessidade de se entender o que esta em jogo hoje e quais são as questões urgentes, e a partir daí,  criar novas saídas inventivas. Não dá para entender resistência hoje como há trinta anos atrás, pois isso faz com que a mesma seja ineficiente. É preciso proceder por ações e deserções, encontrar caminhos paralelos onde seja possível experimentar”.

E André Fonseca indica o livro Sociologia da Cultura e das Práticas Culturais, de Laurent Fleury.


Texto do Ricardo Marinelli conecta dança e educação

O Ricardo Marinelli é artista da dança, educador e pesquisador em dança e arte contemporânea. É também integrante/fundador do coletivo Couve-Flor – Mini Comunidade Artística Mundial, que atua em Curitiba mas tem um trabalho que já repercute em outros cenários nacionais. Vale a pena, aliás, conhecer um pouco mais a proposta dessa iniciativa, que buscou um modo de atuação na contramão dos modelos tradicionais de companhias e grupos. Questão, aliás, que esteve presente na pauta do primeiro encontro do Oxigênio e voltará a ser abordada.

Outra questão que entrou no diagnóstico da sustentabilidade da produção de dança contemporânea apresentado no primeiro encontro foi a (ainda mal resolvida) relação entre cultura e educação. O Ricardo tem um artigo sobre esse tema, com foco específico na dança, que fez parte da sua monografia de graduação e foi publicado nos anais da 26a reunião anual da ANPEd (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação), em 2003. O título é “Novas asas para quem não tem mais vontade de voar: discutindo a linguagem da dança como contexto sócio-educacional”. Leia aqui.


Primeiro encontro – pesquisas citadas pelo André Fonseca

Conforme prometido, seguem os links para o download das pesquisas e outros documentos que citei na minha fala no primeiro encontro do Oxigênio:

Perfil dos Municípios Brasileiros – Cultura 2006 – link.

Plano Nacional de Dança do Brasil (esboço) – link.

Diretrizes do Plano Nacional de Dança (Colômbia) – link.

Página do Grupo de Dança do Ministério da Cultura da Colômbia – link.

Cultura em Números – Anuário de Estatísticas Culturais/2009 – link .

Pesquisa “O Uso do Tempo Livre e as Práticas Culturais na Região Metropolitana de São Paulo” – link.

Há um documento que eu terminei não citando, em meio a tantas coisas que tinha para falar, mas que vale a pena indicar: um estudo do setor de dança da cidade de Bogotá (de novo a Colômbia).


Primeiro encontro – sugestão bibliográfica da Helena Katz

Capa da edição brasileira do livro

Capa da edição brasileira do livro

Para quem não conseguiu anotar, o nome do livro sugerido pela nossa oxigenadora Helena Katz é “Latino-Americano à Procura de um Lugar Neste Século”, do Néstor García Canclini. Ela indica especialmente os capítulos “Cenários de um latinoamericanismo crítico” e  “Culturas expulsas da economia”. Se alguém estiver interessado em comprar, aqui tem uma cotação de preços em diversos sites.


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