Que cultura os artistas globais defendem?

Na 3a feira, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou o projeto de lei que estabelece cota de 40% para a venda de ingressos a meia-entrada. A sessão contou com a presença de atores globais como Wagner Moura, Gabriela Duarte e Christiane Torloni. Rolou até vídeo antes do início da sessão com depoimentos de artistas a favor do projeto. Moura declarou à imprensa: “Se a cota for aprovada, se as carteiras de estudantes forem emitidas pela Casa da Moeda, de forma legal, evidentemente o preço vai baixar, por uma questão de mercado até. Nós somos os mais interessados de ter o público jovem nos nossos espetáculos.”

O ator de “Tropa de Elite” está atualmente em cartaz em São Paulo com “Hamlet”, que captou R$1 milhão pela Lei Rouanet (de acordo com o site do MinC), cumpre temporada de sucesso e tem ingresso único de R$80. Com a redução de no mínimo 30% que a Abeart (Associação Brasileira de Empresários Artísticos) diz que ocorrerá caso o projeto seja aprovado (ainda haverá uma nova sessão no Senado antes de a votação seguir para a Câmara dos Deputados), o mesmo ingresso passaria a custar R$56, valor ainda alto para a maioria dos jovens que o ator afirma ter interesse em ver em seus espetáculos.

Quando o projeto da Ancinav foi apresentado pelo governo em 2004, os artistas globais também estavam na mídia, desta vez arrastados pela Globo, que no ano passado também fez a prata da casa levar cartas para ministros e se declarar publicamente contra a portaria que tentava regular a classificação indicativa para a programação de TV. Nas duas ocasiões, os projetos foram acusados de tentativa de censura. Não eram. Mas o governo perdeu o jogo.

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Indústrias criativas na revista Mag!

Escondida no meio de dezenas de páginas com anúncios e editorais de moda, a última edição da revista Mag! (número 10) traz uma boa surpresa: uma entrevista com com Chris Smith, o ex-ministro da Cultura britânico, cargo que ocupou entre 1997 e 2001. Ao assumir o cargo, ele resolveu investigar mais a fundo o potencial econômico das chamadas indústrias criativas e descobriu que esse setor representava cerca de 7% do PIB. O resultado disso é que o Reino Unido até hoje é referência mundial quando o assunto é economia da cultura. Apesar de a condução da entrevista deixar um pouco a desejar, é muito bom encontrar esse tipo de conteúdo numa publicação que é essencialmente sobre moda.


I Encontro Baiano de Estudos em Cultura

O I Encontro Baiano de Estudos em Cultura (I EBECULT), que busca incentivar os estudos em cultura no estado da Bahia e a troca de experiências entre pesquisadores da área, será realizado em Salvador nos dias 11 e 12 de dezembro. As inscrições para quem quiser participar como ouvinte podem ser realizadas pelo site até amanhã.


Seminário Política Nacional de Museus no Rio de Janeiro

O Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan) irá promover, de 17 a 19 de dezembro, no Rio de Janeiro, o Seminário Política Nacional de Museus: Balanço e Perspectivas. O evento irá debater a política pública para o setor museológico, avaliar seus resultados e impactos, e refletir sobre os possíveis desdobramentos da PNM.


Austrália aposta alto em filme com Nicole Kidman para atrair turistas e investidores

A Austrália está apostando alto no lançamento do filme “Austrália“, que chega hoje às salas de cinema do país e dos EUA e no dia 23 de janeiro ao Brasil. Dirigida pelo local Baz Luhrmann (de “Romeu e Julieta” e “Moulin Rouge”) e estrelada pelos também australianos Hugh Jackman e Nicole Kidman, a mais cara produção cinematográfica do país até hoje custou 130 milhões de dólares e vem sendo vendida como um épico romântico no estilo de “…E o Vento Levou”.

Em entrevista à Reuters, Geoff Brown, diretor-executivo da Associação de Produtores de Cinema e Televisão da Austrália, afirmou sem meias palavras que o filme “é uma ferramenta de marketing para o cinema australiano. É um filme australiano do começo ao fim, rodado no país com elenco, equipe técnica, efeitos especiais, iluminadores e até diretor australianos, e nós o estamos vendo como um cartão de visitas para o mundo”.

A Associação espera que o filme jogue os holofotes para a indústria audiovisual do país, que não teve grandes sucessos de bilheteria nos últimos tempos, e atraia os executivos de Hollywood, com a idéia de que a Austrália é um bom lugar para produzir filmes.

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Cinema dependente

Saiu ontem no caderno Ilustrada, do jornal Folha de S. Paulo, em matéria sobre o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

LULA E O CINEMA
Foi sobre um amanhã incerto para o cinema brasileiro que o cineasta Cláudio Assis conversou com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, a quem reclamou do adiamento (para março de 2009) dos editais da Petrobras. O ministro acenou com uma reunião dos cineastas com o presidente Lula.

Se o mercado cultural brasileiro é dependente da Lei Rouanet, o que seriam dos nossos cineastas sem a Petrobras? Além das choradeiras e reclamações habituais dos não contemplados nos editais da empresa, agora até um adiamento de prazo de inscrição vira ameaça. Anda mesmo triste a situação do nosso cinema.


Editais de apoio à literatura baiana

Cinco editais de incentivo à literatura na Bahia estão com inscrições abertas até 07 de janeiro, contemplando bibliotecas comunitárias, edição de livros, apoio a editoras para edição de coleção de livros, pesquisa para criação e incentivo à leitura. O valor total é de R$950.000.


Palestra sobre bibliotecas de arte na era digital

O Itaú Cultural, em São Paulo, realiza no dia 27 de novembro a palestra “Mediadoras da Informação, Repositórios, Museus de Livros: As Bibliotecas de Arte na Era Digital“. O encontro objetiva orientar profissionais especializados em acervos de arte para lidar com os desafios surgidos com as novas mídias. O palestrante convidado é o alemão Joachim Brand.



Lei Rouanet em destaque no jornal Valor

O blog Reforma da Lei Rouanet, do MinC, disponibilizou uma matéria sobre a Lei Rouanet publicada pelo suplemento Eu& do jornal Valor, no dia 14 de novembro. O texto discorre sobre algumas necessidades de mudança na Lei, tendo como foco maior a questão dos patrocínios.

A matéria faz uma análise bem mais superficial do que a feita recentemente por outra matéria sobre o mesmo tema publicada na revista Carta Capital. Ainda assim, é sempre bom ver a cultura como pauta de destaque na mídia. Melhor ainda seria se a imprensa, ao falar do setor cultural, fosse além da (desgastada, mas ainda necessária) cobertura das leis de incentivo e abordasse, por exemplo, as políticas culturais (ou a ausência delas).


Editais da Caixa para patrimônio histórico e acervos

A Caixa está com inscrições abertas até 05 de dezembro para dois editais.

O Programa Caixa de Revitalização do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro contemplará 30 projetos de restauração, adaptação e modernização arquitetônica do patrimônio cultural brasileiro, num valor total de R$3.360.000,00. E o Programa Caixa de Adoção de Entidades Culturais patrocinará projetos de promoção, preservação e divulgação de acervos. Serão selecionados 26 projetos, num total de R$4 milhões.

Outras informações no site da Caixa Cultural.


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