Literatura

(POR: Ítalo de Melo Ramalho)

 
Quem faz o hábito
é o monge
assim como as cervejas

quem faz a pena
é a cela
assim como os juízes

quem guarda o hálito
é a boca
assim como os dentes

quem guarda a chave
é o cárcere
assim como a liberdade

e quem não faz
nem um nem outro
vira chefe
de milícia

Cabala (POR: Jeanne Araújo)

 

 
Cabala
Quando arqueio as costas
vibro igual violino
e mesmo as amarras
mordaças e estacas
não me bastam.
A voz, a tua, arrepia
as porcelanas, os quadros
e estremeço
onde o corpo se contrai.
Meu horror é teu mandamento
consentido em meu corpo inteiro.
Se preciso eu uivo, sibilo
acendo tua vela, teu pavio, tua adaga
porque és armadilha de cilício
no meu ventre.

Milonga (POR: José de Castro)

 

 

MILONGA
Sou pássaro
das noites vazias,
cheias de lua triste.

Meu canto é a voz do vento
soprando milongas
que se perdem no tempo.
Se me escutas na brisa,
sou perfume da madrugada lenta,
que se arrasta no pulsar
das horas mortas
feito canção distante.

Se não me ouves,
quem sabe me pressentes?

Eco de saudade, talvez eu seja.
Ou apenas silêncio.

 

Sarau das Mães: Cor de Rosa Choque

 

A equipe do Mulherio das Letras Nísia Floresta, que tem a figura de Rejane Souza como articuladora regional, continua em plena atividade, mesmo em tempo de Pandemia. E neste mês de maio, realiza o Sarau das Mães “Cor de Rosa Choque” dia 25 de maio às 19h30 pela página do Mulherio Nísia Floresta no […]

O Meu Eu (POR: Line)

 

 
O meu eu:

O meu eu flutua e entoa hinos de alegria;
O meu eu se enfurece e quebranta todos ao redor;
O meu eu se cala e pode-se ouvir o palpitar do coração;
O meu eu pula de alegria ao ouvir seu nome;
O meu eu chora, como uma criança sentindo falta do colo de sua mãe;
O meu […]

Genocídio Atemporal (POR: Fábio de Oliveira)

 

 

 

Um conjunto de fatores contribui para o extermínio de um povo: a falta de efetivação de políticas públicas, direitos negados, invisibilidade, desrespeito e preconceito às diversidades étnicas, reprodução de estereótipos, transmissões virais e chuva de agrotóxicos em terras indígenas, dentre outros tipos de violência. Se há meios mais econômicos e tecnológicos, por que desperdiçar […]

Participação da escritora Flávia Arruda no programa “Cabaré”

 

Hoje é dia de Cabaré com Maurício Assuero, e que prazer ter sido a convidada de hoje. Vamos lá, logo mais as 19h30, clica no link abaixo para entrar no Cabaré!

Espero vocês!

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Publicado em 19 de maio de 2021

Meu caro Editodos,

há algum tempo plantaram um pé de Arruda em Mossoró e o danado […]

Reflexos de Um Olhar (POR: Flávia Arruda)

 

 

 

 

“Num mergulho em si,

Ela ri aos olhos do tempo,

No intento das mudanças,

Em andanças d’alma,

E se arma de esperança,

Na dança dos tantos futuros,

Emergindo presentes, puros ou não,

Cabendo somente a ela a decisão…”

(Poeta Ricardo Morais)

 

Na soma do que nos constrói, carregamos um misto de opiniões sobre quem somos, no resgate daquilo que irá […]

Pardal (POR: Leonam Cunha)

 

PARDAL

Um pardal pousou
em meu braço e me entardeceu.
Chupei a dor do pardal pela asa ferida.
Asa é uma palavra que balança no vácuo.
Guardei o pardal no vento.
Pardal guardado no vento é uma imagem bonita.
Peguei um pincel e desenhei mais um pardal dentro do vento.
Os dois fizeram coisas de pardal.
Couberam numa fulô e tiraram cochilo.

Lançamento do livro Enquanto a Chuva Não Vem, da escritora Lúcia Eneida

 

 

Nesta terça-feira, no jornal Potiguar Notícias – Primeira Edição, o jornalista Cefas Carvalho entrevistou a escritora Lúcia Eneida, que falou sobre a sua produção literária, além do lançamento, pela editora B37, do seu novo livro, “Enquanto a Chuva Não Vem”, trabalho contemplado pela Lei Aldir Blanc, além de contar com o apoio do governo […]