Nos últimos meses, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) tem dado declarações sobre o seu futuro político, indicando que deseja permanecer no Senado da República, descartando, provavelmente, outras possibilidades – seja no legislativo ou no executivo. Se ratificar sua candidatura ao Congresso, o parlamentar, que frequentemente atua de maneira agressiva contra o governo de Jair Bolsonaro, possivelmente tentará a sorte contra dois rivais da base de apoio ao atual presidente: Rogério Marinho e Fábio Faria.

 

Em aparente dissonância à sua vontade de continuar no Senado, o economista carioca, antes (ainda?) desconhecido do público potiguar, que assumiu a vaga na casa legislativa quando Fátima Bezerra, de quem era suplente, desocupou sua cadeira para concorrer ao governo do estado, ainda não teve a confirmação do Partido dos Trabalhadores em prol da sua candidatura.

 

No que concerne à sua intenção de manutenção no poder, Jean Paul, como maneira de, em tese, “ganhar pontos” com a legenda em torno de sua nomeação, ressalta a suposta essência popular do PT: “Meu projeto é ser o candidato do Partido dos Trabalhadores ao Senado, manter o meu mandato por oito anos. A candidatura é definida pelo partido, eu sou uma pessoa que respeita o partido, não sou eu que me autodeclaro candidato, as pessoas vão se reunir, os partidos vão se reunir, principalmente o meu partido, que é um partido de base, ele define isso de baixo para cima, não é algo imposto, não é um partido de caciques, não é partido de coronéis, é um partido popular”, salientou

 

Jean Paul, o qual, para muitos eleitores, ”caiu de paraquedas” no cenário político do Rio Grande do Norte, mesmo tendo uma derrota acachapante no pleito municipal de 2020, se mostra confiante na vitória a partir do mérito de seu trabalho, além de colocar-se como um fiel soldado da agremiação da qual faz parte: “Em 2020, a gente trabalhou remotamente, às vezes até mais do que no plenário presencial. A única coisa que a gente não pôde fazer foi viajar pelo estado mostrando o resultado desses trabalhos. Então agora nós estamos compensando isso. “Cheguei a esse posto por um mérito próprio, fui eleito inclusive para ser suplente, dentro do partido houve uma eleição para isso e acho que a gente vai fazer essa escolha com o partido, com as coligações em vista, com as possibilidades eleitorais também”

 

Por fim, a estratégia do senador potiguar nascido no Rio de Janeiro é a de “colar” sua imagem a de Fátima Bezerra, já tendo percorrido diversas regiões do estado em companhia da atual mandatária estadual. Nesse intuito de adquirir a popularidade necessária para se consolidar na memória coletiva dos eleitores, Jean Paul Prates aposta em seu, segundo ele, “bom desempenho” no Congresso, além de impor um discurso firme no que tange à sua candidatura, negando qualquer temor em relação aos seus eventuais adversários nas eleições.

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