Estou caminhando pelas ruas,

Cabisbaixo, rumo às cavernas,

Que existem sob as poesias.

Estou caminhando pelas ruas,

Rumo à taberna mais próxima,

Procuro achar o eco de teus versos

Para um drinque ou uma Coca Cola.

Ainda resta um pouco de luz

Do dia que está em decomposição

E as centelhas vindas do céu de tua boca

Iluminam as estrelas de meu chão.

Observar o dia indo embora,

Absorver o lirismo da lua,

O dia se dobrando em dois

Justamente no meio da rua.

O coração feito granada,

O músculo pronto a explodir.

Decantarei os perigos do amor

A insônia febril, a dor indolor,

Entre doses e o caminho de giz,

Terei a coragem de muitos fuzis.

Comandarei a audácia da revolta

E com teus versos como escolta

Livrarei a anatomia das melancolias.

Se erguei Iessienin,

Levanta tua cabeça de novo,

Esperando-te está o povo.

Corta vosso próprio punho

E com as palavras sangrando

Escorrendo de tuas veias

Seca-as! Em folhas de papel

E escreve de novo

O poema da despedida

Com teu próprio sangue