No último sábado, o ex-deputado Jean Wyllys, recém-filiado ao PT, fez uma publicação em comemoração à derrota do Brasil para a Argentina na final da Copa América, uma vez que, supostamente, o sucesso dos comandados de Tite seria uma vitória do governo Bolsonaro, grande entusiasta da realização da competição. A exaltação do ex-BBB suscitou o descontentamento de Eduardo Bolsonaro, filho “02” do presidente, e do ator Thiago Gagliasso.

Segundo Jean Wyllys, a derrota de Neymar e seus companheiros representa também o fracasso da política bolsonarista. Ademais, ele aponta para 2022, em que, conforme sua expectativa, o atual presidente deixará o comando do executivo federal. “Entendo nada de futebol. Mas estava torcendo para a derrota da Seleção Brasileira. Neste momento, essa derrota significa menos poder ao fascismo. Aqui os argentinos fazem festa. E eu os aplaudo. Um novo Brasil nascerá após a derrota dos fascistas, e só então torceremos por ela”.

 

A politização de Jean em relação ao futebol gerou a indignação e consequentes respostas públicas. Thiago Gagliasso, irmão do ator global Bruno Gagliasso, respondeu às mensagens do ex-deputado a partir de questionamentos aos seus seguidores sobre o pleito do ano que vem. “Ainda bem que para 2022 faltam poucos meses! Bora espancar a URNA? Posso contar com vocês?”, indaga o ator.

 

Em tom mais agressivo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também criticou às opiniões de Wyllys, ressaltando o caráter de politização na fala do petista: “poucas vezes se viu tanta boçalidade num só ser… Só um doente mental torce a favor ou contra a seleção brasileira conforme a posição política de um Presidente da República”, afirmou o parlamentar.

 

Jean Wyllys vive atualmente na cidade de Barcelona, na Espanha, onde autoexilou-se depois de receber ameaças de morte por parte de defensores do atual governo. O agora militante petista, conforme seus próprios relatos, vive de seu trabalho como professor e palestrante. Além disso, atualmente está terminando seu projeto de doutorado, no que concerne à  “articulação das fake news com discursos de ódio e os impactos desses discursos nos processos eleitorais e modo de vida das minorias”.