A CPI da Covid recebe nesta quarta-feira o empresário Carlos Wizard, que vai depor aos membros da comissão sobre sua suposta participação no chamado “gabinete paralelo”, grupo que seria formado por médicos e empresários que aderiram ao negacionismo defendido pelo presidente. A defesa do “tratamento precoce”, à base de Ivermectiana e Cloroquina, além dos ataques à ciência, seriam as principais marcas dos participantes desse grupo.

Em sua explanação inicial, Wizard deixou claro que ficaria calado, atitude respaldada judicialmente pelo Supremo Tribunal Federal. No entanto, antes de assumir o silêncio diante dos questionamentos, negou qualquer relação com a formação e financiamento do gabinete paralelo. Sobre isso, ele ratifica: “afirmo aos senhores com toda a veemência que jamais tomei conhecimento de qualquer governo paralelo e se porventura esse suposto governo, ou melhor, melhor gabinete paralelo existiu, eu jamais tomei conhecimento”.

Em 2020, Wizard recebeu a tarefa, dada pelo ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello, de administrar os contratos da pasta, além de garantir a aquisição por parte do governo brasileiro de medicamentos sem eficácia científica comprovada. Apesar da “missão” recebida, o empresário jamais ocupou um cargo oficial no governo.

Inicialmente, Wizard prestaria esclarecimentos à CPI no dia 17 de junho, quando, na oportunidade, reivindicou que sua participação fosse virtual, o que contrariava o regimento da comissão. Depois disso, viajou para os EUA, sob a alegação de visita aos pais, fato que forçou os membros da comissão a um pedido de apreensão do seu passaporte e condução coercitiva ao depoimento.

Fonte da foto: Brasildefato.com.br