Entrevistando o amigo jornalista e escritor Tácito Costa na PNTV ele soltou a seguinte frase: “Não há um único dia em que Bolsonaro não fale algo que nos coloque em tensão”. Depois refleti sobre o raciocínio. É verdade. Desde que assumiu em janeiro de 2019, o despresidente nos brinda quase que diariamente com frases que agridem ou ofendem alguém ou algo, que tiram direitos, que comprometem instituições ou que atentem contra a Democracia.

Claro que de vez em quando, na verdade, raramente, Jair dá um mergulho nas redes e declarações no cercadinho e nos poupa de suas barbaridades, mas, sempre há um preposto seu, seja os bolsofilhos limítrofes ou milicos de comédia pastelão como Braga Netto e Heleno para nos brindarem com frases cretinas, bélicas ou as duas coisas, de maneira que não tenhamos um único dia de sossego.

O Brasil 2021 é, como desde 2019, um cotidiano de absurdos, violências e tensões graças ao bolsonarismo. Acordamos e já sabemos que, de alguma maneira, a Democracia será ameaçada de alguma forma, que as instituições serão agredidas, que direitos serão tomados ou ridicularizados e que mentiras serão contadas para manter a moral da tropa bolsonarista, aquela que é devotada incondicionalmente ao ´mito` e que propaga fake news como se não houvesse amanhã.

Vivemos hoje em uma tensão permanente, diária, cotidiana. É o que o desgoverno e o bolsonarismo querem. Pessoas tensas tem mais dificuldade em se mobilizar e protestar. Uma sociedade sob a iminência de um golpe militar terá menos condições de lutar pelos seus direitos.

Uma pena, na verdade, trágico, mas é o que temos para hoje. E o que teremos até as eleições de 2022, possivelmente em um crescente, como em uma sinfonia de Beethoven.