Do Rio Grande do Norte para o Brasil, o trabalho do fotógrafo e poeta Theo Alves.

 

1- Quem é você?

Sou Theo, escritor e fotógrafo que cresceu no interior do Rio Grande do Norte, tentando encontrar um jeito de criar imagens que pudessem dizer o que me fazia necessário, de construir símbolos novos a partir de como eu enxergava as coisas. Continuo essa luta até hoje, seja com as palavras ou a câmera.

2- De onde veio a ideia de fazer este livro?

Este livro – “caderno de anotações breves e memórias tardias” – reúne poemas escritos a partir de 2016 quando encerrei meu livro de poesia anterior. A ideia do livro veio da necessidade de escrever um livro em que os poemas fossem mais sonoros, feitos para serem lidos em voz em alta e que trouxessem os processos da memória, do sonho, da própria poesia e homenagens a figuras significativas para mim e para meu trabalho.

3- Qual é o tema deste teu livro?

O livro tem alguns temas diferentes. Embora não seja apenas um compilado aleatório de poemas, há uma diversidade temática que passeia sobre o fio condutor da memória afetiva e da própria tecitura do poema.

4- Você deseja que o leitor tenha entretenimento ou pensa em incomodá-lo? Explique isso.

Eu desejo que o leitor possa encontrar mais de si neste livro do que de mim. Que, ao ler esses poemas ele possa se identificar e se emocionar com o que está dito. Claro que o incômodo é também um sinal de que as emoções foram tocadas, por isso espero que meu leitor esteja aberto e disponível para o que palavra pode tecer sobre ele, com ele, e que possamos nos dar as mãos nesse caminho.

5- Você já ouviu comparações? “Você escreve como fulana ou beltrano, me faz lembrar ela ou ele…”. E isso te incomoda?

Ouvi comparações muito bonitas, especialmente nos outros livros. Um leitor, que hoje é um amigo querido, me apresentou a obra de Orides Fontela depois de ter lido meu primeiro livro (Manual Prático de Coisas Inúteis, editora Flor do Sal). A palavra de Orides me emocionou muito profundamente e isso até hoje ecoa quando penso nas boas coisas que já ouvi sobre meu texto. Eu cito muitos autores – às vezes de maneira mais direta, em outras de forma mais velada – no que escrevo, mas sei que depois de muito tempo e trabalho consegui encontrar uma voz que é minha e, por isso, não tenho medo de lembrar aqueles que me ajudam a entender o universo que me cerca. Sobre me incomodar, se um dia alguém confundir um verso meu com um de Borges, eu serei de fato feliz e honrado com o que escrevo e poderei dar por encerrado o meu trabalho.

6- Com tantos livros por aí, por que eu deveria ler este?

Este é o quarto livro de poemas que escrevo e enxergo nele uma maturidade e um cuidado com a palavra ainda maiores que nos anteriores. Há uma clareza na voz que os escreve e as imagens que estão nele oferecem um olhar novo para as coisas sem perder o aspecto contemporâneo nem a profundidade do que nele se encontra.

7- Como posso adquiri-lo?

Ele pode ser adquirido através do e-mail da Sol Negro Edições ([email protected]) ou pelas minhas redes sociais.

Onde encontrar Theo Alves?

  • Seu e-mail de contato: [email protected]
  • Seu facebook: theo.alves.71
  • Seu instagram: @theo.g.alves
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