Nesta segunda (13), o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) entrou com um pedido de abertura de CPI para apurar fatos sobre uma possível armação relacionada ao episódio da facada que Jair Bolsonaro levou durante a campanha presidencial de 2018. De acordo com o parlamentar, o chefe do executivo federal queria potencializar a sua candidatura e teria encontrado nesse atentado a oportunidade para alcançar essa finalidade.

 

Segundo Alexandre Frota, que anteriormente fazia parte da “tropa de choque” bolsonarista no Congresso, Bolsonaro já tinha um problema no intestino (tumor benigno), o qual teria facilitado a criação de uma farsa. “Estou convencido de que foi uma armação . Aproveitaram a doença que esse sujeito tinha na época e criaram essa narrativa do atentado . Ele foi de 8 segundos de TV para 24 horas de TV”, escreveu.

 

Para fortalecer sua tese, o deputado cita a postura do mandatário após a facada, além do silêncio que o governo adotou sobre o assunto. O documentário “Bolsonaro e Adélio – Uma Facada no Coração do Brasil”, produzido pelo jornalista Joaquim de Carvalho, também serviu para suscitar e fomentar as desconfianças de Frota.

 

“São muitos os pontos de desconfiança dessa história, a começar pelo próprio Bolsonaro como ele tem se comportado desde a época da facada. Dia 6 completou 3 anos e nada foi feito, ninguém falou sobre o assunto. É estranho isso”, ressaltou o ex-amigo do clâ Bolsonaro.

 

Apesar das suspeitas levantadas pelo deputado, Adélio Bispo, preso em flagrante, foi apontado pelas investigações como sendo de fato o autor da facada. No entanto, após ser diagnosticado com transtornos mentais, Adélio está atualmente internado, por tempo indeterminado, na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS), a qual possui espaço para tratamento de sua doença.

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