No último sábado (2), na Avenida Paulista, em São Paulo, manifestantes foram às ruas para reivindicar o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Diversos presidenciáveis estiveram no evento e discursaram contra a política adotada pelo atual governo federal, enfatizando, sobretudo, os seus atos contras as instituições republicanas e pelo desequilíbrio suscitado em relação à democracia. Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e Fernando Haddad (PT) foram lideranças que se fizeram presentes no protesto.

 

O ex-ministro Ciro Gomes, postulante à Presidência da República, falou ao público por meio de um tom agressivo contra Jair Bolsonaro, mas foi vaiado e ofendido por apoiadores de Lula durante sua exposição. Ademais, enquanto o presidenciável discursava, copos plásticos foram arremessados por petistas em direção ao caminhão onde os políticos estavam. Como contraponto à agressão dos “lulistas”, apoiadores do ex-governador do Ceará gritavam seu nome.

 

Mediante uma postura sóbria, Ciro Gomes respondeu aos ataques através de uma proposição de unidade entre os partidos de base progressista, enaltecendo a necessidade de lutar por um “bem maior”. Em relação à possível destituição de Bolsonaro, o ex-ministro da Fazenda deixou claro que a saída do chefe do executivo é a única saída viável para o país, na medida em que ele é o maior responsável pela morte de 600 mil brasileiros durante a pandemia. “O impeachment de Bolsonaro é a única forma que a nação brasileira tem de se proteger contra um golpe de estado. Só há um jeito para impedir um golpe de estado no Brasil: é o povo na rua”, declarou.

 

Ainda no sábado, a assessoria de Ciro Gomes emitiu uma nota contundente no que concerne à posição do partido sobre as agressões sofridas pelo pedetista por eleitores de Lula, enfatizando que, embora tenha sido vítima de hostilidade, o político cearense estava lá para confraternizar e com os mesmos objetivos dos outros manifestantes. “São atos covardes de quem não está interessado no país. Esses covardes não intimidarão quem quer que seja. Ciro e o PDT seguirão na luta contra Bolsonaro e a favor do Brasil”, diz trecho da nota.

Foto: cnnbrasil.com.br