No último fim de semana, durante o Congresso Nacional da legenda, o PSOL ratificou que não lançará candidato à Presidência da República em 2022, algo que acontecia desde 2004, ano de sua fundação. A ideia, segundo apontam os representantes do partido, é que haja uma concentração de esforços no apoio ao ex-presidente Lula. Em 2018, Guilherme Boulos, líder do MST, foi o candidato psolista ao Palácio do Planalto.

 

Como justificativa para a tomada de uma decisão inédita, o partido argumentou que é preciso criar uma unidade política, a fim de derrotar nas urnas o atual governo federal. “As eleições de 2022 são parte decisiva do processo de superação da extrema-direita. É preciso reunir forças sociais e políticas para, em primeiro lugar derrotar Bolsonaro, e a partir de 2023 lutar pela superação da profunda crise social, política, econômica, sanitária e ambiental que vivemos”, declarou a legenda.

 

Apesar da motivação ser o impeachment de Jair Bolsonaro, uma vez que o consideram um risco ao equilíbrio entre os poderes e uma ameaça iminente à democracia, a resolução do partido, segundo informações de bastidores, não agradou a algumas de suas lideranças, uma vez que está em dissonância à própria origem da sigla, criada a partir de uma dissidência com o Partido dos Trabalhadores.

 

No primeiro semestre de 2022, o partido deverá convocar uma Conferência Eleitoral Extraordinária para definir qual será a estratégia eleitoral do partido, políticas de alianças e distribuição de fundo partidário.

 

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