Nesta semana, a deputada Gleisi Hoffman, presidente do PT, sustentou a defesa do partido a favor do impeachment de Jair Bolsonaro, negando veementemente a possibilidade de membros da legenda apoiarem a permanência do atual chefe do executivo federal por “cálculos políticos”.

O motivo dessa declaração foi suscitado pela ideia de que o ex-presidente Lula teria mais chances de voltar ao comando da nação em um provável duelo com Bolsonaro no pleito de 2022, levando em consideração a sua ascensão em consonância à derrocada do seu adversário nas mais recentes pesquisas eleitorais. A premissa foi rechaçada de forma sucinta pela comandante petista. “Queremos impeachment pra livrar o Brasil do Bolsonaro”, salienta.

No entanto, a fala da parlamentar não parece ter sido suficientemente convincente na medida em que, em determinado momento, levanta a hipótese de que “outros podem agir estrategicamente”, e isso pode sugerir uma dissidência entre os próprios petistas ou de outros partidos da base aliada, no que se refere à tática mais adequada para Lula voltar ao poder. Sobre isso, Gleisi supõe: “se outros querem impeachment por cálculo eleitoral, o problema é deles”.

No que concerne à corrida presidencial do próximo ano, a presidente do Partido dos Trabalhadores reforça a compreensão de que Lula continua sendo o melhor nome para governar o país, independentemente dos nomes que estarão na disputa e do contexto político pós-pandemia. “nós temos o melhor candidato para qualquer cenário eleitoral, hoje, amanhã ou em 22”, ressalta.

 

Fonte: Veja.abril.com.br