DISPUTA A professora anda tranquila, pode optar por qualquer cargo no próximo ano, enquanto isso, a primeira-dama ainda está tendo muita dor de cabeça com a operação “Fura Fila”.

As articulações dos dois principais grupos políticos de Parnamirim esquentam os bastidores no terceiro maior colégio eleitoral do RN, visando às eleições de 2022, o grupo político da professora Nilda Cruz, segunda colocada no pleito majoritário do ano passado pelo PSL, tendo conquistado mais de 32 mil votos, segue trabalhando sem atropelar o processo, fortalecendo sua base eleitoral e ampliando as conversas na cidade “Trampolim da Vitória”, e com um “fato novo”, é que a professora vem conquistando apoios em outros municípios à sua pré-candidatura ou a deputada federal ou estadual.

Por outro lado, o grupo da primeira-dama, Alda Leda, atualmente filiada ao MDB, que está com o nome ventilado para uma disputa na Assembleia Legislativa, liderado pelo prefeito Rosano Taveira, PRB, segue dialogando com quem adentrar o gabinete oficial em busca de espaços no governo, porém, ao contrário do mar de calmaria da professora Nilda, a pré-campanha de Alda Leda está na corda bamba, prestes a uma reviravolta inédita, por conta do seu envolvimento na operação “Fura Fila”, denunciado pelo Ministério Público/Gaeco, entre outras polêmicas na base governista, que está provocando um enorme desgaste na imagem do prefeito e da primeira dama de Parnamirim junto aos munícipes.

 

PRÓXIMOS CAPÍTULOS

Entre mudanças de partido, pré-candidaturas ventiladas e assumidas e alianças anunciadas, a população começa a conhecer o cenário que se desenha para o pleito que definirá no terceiro maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte quem serão seus representantes no legislativo e executivo. Na eleição proporcional do próximo ano, pelo menos os nomes da professora Nilda e da primeira–dama estão sendo cogitados, será o provável segundo round entre a ex-vereadora contra o atual prefeito, que foi reeleito derrotando justamente Nilda Cruz com uma diferença de pouco mais de 8 mil votos. Um pleito que surpreendeu pela enorme diferença de estruturas dos dois postulantes, foi literalmente uma campanha do tostão contra o milhão!

 

TAVEIRA, UM ESTRATEGISTA

O atual chefe do executivo municipal se movimenta administrativamente para buscar o fortalecimento político da sua esposa, sua estratégia teve início logo que foi anunciada sua vitória ainda no final do ano passado, quando afirmou que entregaria à esposa a secretaria de assistência social. Depois, Taveira costurou um leque de alianças poucas vezes visto na política municipal, e ajudou a eleger o advogado Wolney França, PSC, vereador e presidente da câmara, já pensando na eleição da primeira dama em 2022. Só não contava com a operação “Fura Fila” que está expondo negativamente a primeira-dama, além de uma gestão muito deficiente, especialmente nas áreas mais importantes, como saúde, educação e infraestrutura, o prefeito continua sendo pressionado por vereadores para ‘honrar’ compromissos de campanha e ele está perdendo muito tempo com essa articulação.

 

NILDA, MAIS EXPERIENTE, AVANÇA

Muito bem articulada, numa tacada só, a professora Nilda que ajudou a eleger dois vereadores na eleição proporcional, ainda manteve ao seu lado, várias lideranças, fechou aliança política com a senadora Zenaide Maia, do PROS; com o deputado estadual, Kleber Rodrigues, do PL, e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Social, Jaime Calado; além disso, um outro importante nome da política nacional está só aguardando a resposta da professora para selar numa reunião em Brasília, mais uma união que trará muita força ao seu projeto político pelo bem de Parnamirim, pois a professora está fazendo a sua política cobrando e exigindo políticas públicas para o município, assim quando foi vereadora e conquistou a simpatia do povo.

 

ARTICULAÇÕES

Outro ponto que está ajudando a esquentar o clima nos bastidores da política local é a já tradicional montagem das nominatas de deputados pelos partidos. Com as novas regras eleitorais em vigor, que encerraram as coligações, a corrida para fechar a chapa na corrida proporcional para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados e senado federal que no em 2022 terá uma vaga apenas, tem acirrado o clima nas redes sociais e corredores dos caminhos políticos da cidade. Vencerá aqueles que jogarem as melhores peças no tabuleiro político-eleitoral.

A professora anda tranquila, pode optar por qualquer cargo no próximo ano, enquanto isso, a primeira-dama ainda está tendo muita dor de cabeça com a operação “Fura Fila” e o sonho de ao menos disputar mais uma eleição, já que em 2018 foi a segunda suplente do então candidato a senador Antônio Jácome, uma dobradinha que conseguiu em Parnamirim, apenas o quarto lugar geral, está ficando cada vez mais difícil e sem apelo popular, melhor mesmo é se segurar na Semas e ajudar o povo parnamirinense que está sofrendo muito com a atual gestão do senhor prefeito Rosano Taveira da Cunha.

 

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