Postulante à presidência da República pela quarta vez, Ciro Gomes (PDT-CE), em entrevista ao jornal Estadão nesta terça-feira, fez novos ataques a Lula e Bolsonaro, seus principais adversários na corrida ao Palácio do Planalto. Ademais, rompendo a paz que havia selado nas últimas manifestações do dia 2 de outubro, o ex-ministro da Fazenda ratificou que suas relações com o PT estão definitivamente cortadas.

 

Segundo Ciro Gomes, a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 aconteceu por “culpa” da própria gestão “corrupta” do PT, que abriu margem para a ascensão de uma proposta de governo supostamente antagônica. “Com o lulopetismo corrompido e neoliberal tosco, a minha relação é definitivamente encerrada. Será que o Bolsonaro aconteceu por acaso? Não foi não. Quem produziu Bolsonaro foi a irresponsabilidade criminosa e corrupta do senhor Lula”, ressaltou.

 

Em análise retroativa, o político cearense fez uma autocrítica, deixando claro que não vislumbrava a possibilidade de vitória de Bolsonaro nas urnas, mas reforçou que podia derrotá-lo em um eventual segundo turno. “Eu jamais acreditei que o Bolsonaro teria alguma chance e mordi a língua. Eu ganharia as eleições do Bolsonaro. A força dominante nas eleições era uma repulsa contra o Lula e o PT, que destruíram a economia e levaram a corrupção no centro de governança do modelo deles”, salientou Ciro.

 

Por fim, o pedetista ratificou que a chance de reeleição do atual chefe do executivo federal é mínima, insinuando, inclusive, a possibilidade do mandatário sequer fazer parte do pleito ou, talvez, promover um golpe de estado. “Bolsonaro não estará nas eleições por não reunir a menor condição objetiva de se apresentar para o povo. É um governo trágico que não tem nada para mostrar. Ele quer interromper o processo democrático para que dê continuidade no poder. Sabe que no processo eleitoral ele não tem chance nenhuma”, finalizou o presidenciável.

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