No último encontro, falamos sobre etnocentrismo. Hoje, o nosso foco incide no relativismo cultural, cuja abordagem se opõe às práticas autoritárias, egoístas  e, preconceituosas, todas inseridas no etnocentrismo.

O relativismo tem como princípio não admitir essa visão egocêntrica tão presente na nossa sociedade. Os adeptos de uma postura relativizadora da cultura afirmam, através dos trabalhos escritos sobre esse tema e das pesquisas de campo, que “realizam a observação participante, sem usar qualquer meio  ou  parâmetro  considerado preconceituoso e, assim poder realizar  a avaliação sem privilegiar os valores de um só ponto de vista.”

Um aspecto importante que merece ser enfatizado “é que o relativismo defende que o bem e o mal, o certo e o errado, entre outras categorias de valores são relativos a cada cultura.”

No Brasil, a maneira  como as mulheres se vestem é bem diferente da forma que verificamos nos países orientais, e dos que professam uma prática cultural bem diferente da nossa. Enquanto as brasileiras, principalmente no verão, deixam a barriga à mostra, as mulheres dos países árabes sempre estão totalmente cobertas pelas roupas. É o que chamamos de diversidade cultural. E cada cultura deve respeitar as diferenças peculiares de cada continente, de cada país.

Não podemos afirmar que tais práticas estão certas ou erradas. Pelo contrário, temos que respeitar as diferentes culturas existentes no nosso planeta.

Nas universidades, sobretudo nos cursos das ciências humanas e sociais, muito se fala nesse termo (relativismo). No entanto, nem todas as pessoas sabem, realmente, o que significa tal expressão, embora seja de fácil entendimento. Mas, antes, torna-se necessário conhecer um pouco sobre a Antropologia, disciplina recente, que estuda esse tipo de comportamento, e tem como objeto de estudo a cultura humana, em seu desenvolvimento. Sua preocupação, enquanto ciência da humanidade, é estudar os diferentes povos, sob a perspectiva do “olhar para o outro com o olhar do outro”,  a partir da crítica ao etnocentrismo.

Para a Antropologia, cuja disciplina estuda, através do relativismo, o não julgamento as várias culturas existentes, o autor Waldenir Caldas, além de outros, afirmam que existem mais de mil culturas diferentes no mundo.

Também, não podemos esquecer que o relativismo estuda as práticas religiosas, no sentido de que não podemos achar que uma religião é superior a outra. Mas, é verdade a afirmação “de que muitas pessoas não aceitam as diferentes religiões existentes no planeta.’

Embora já tenhamos falado sobre a importância do relativismo, o seu princípio maior é não emitir nenhum julgamento de valor e aceitar as verdades que cada cultura enaltece.

Muitos autores têm falado sobre cultura e suas variações, de acordo com a nacionalidade de cada povo. Autores como o próprio Waldenir Caldas, Roque Laraia e Marina Pessoto têm contribuído para a compreensão da cultura de um modo geral.

É inegável que é fácil compreender a Antropologia, suas teorias e seus métodos de pesquisa, mas isso requer leitura para assimilação dos conteúdos apresentados.

Chegamos ao final dessa apresentação. Esperamos que todos tenham lido com atenção o que aqui está escrito, para não só entender, mas para por em prática o conteúdo desse tema, tão necessário a uma convivência harmoniosa no nosso cotidiano. Que consigamos entender o ponto de vista do outro, e respeitá-lo. Que possamos relativizar a cultura dos seres humanos, compreendendo a sua diversidade.

Ficamos hoje por aqui. Aos que leram este texto, desejamos que todos os conteúdos tratados sejam introjetados no consciente de cada um.  E que, por fim, as duas palavras, relativismo cultural, nunca mais se afastem das nossas atitudes cotidianas.