Há uns bons anos eu era aquela pessoa que ficava ansiosa e precisava sentar porque tudo paralisava. A neurose tomava conta do meu cérebro e eu não conseguia fazer mais nada, pensar em nada, até a situação passar. Hoje eu vejo que isso acontecia principalmente porque eu gerava uma expectativa enorme em cima das pessoas e das situações.

A expectativa anda de mãos dadas com a ansiedade e a espera de um ansioso é extremamente angustiante. Geralmente, quem cria grandes expectativas sobre tudo é alguém que vive no futuro.

Depois de muito autoconhecimento e autoanálise, eu me curei da ansiedade. A única que restou é aquela saudável, que é inclusive gostosa de sentir. E, desde mais ou menos uns dois anos pra cá, eu vivo sem gerar expectativas. Eu diria que eu eliminei a expectativa em uns 90% e os outros 10% é expectativa natural, que faz parte do processo, mas nada criado na minha mente. Eu simplesmente cansei de viver esperando algo em troca. TUDO o que eu faço hoje em dia tem um movimento redondinho, que sai de mim, cumpre seu papel e retorna pra mim com transformações que buscam sempre a minha própria satisfação e a minha harmonia.

Diminuir a expectativa é um mergulho na sua própria vida: não preciso de aprovação de ninguém, não preciso de reconhecimento de ninguém, não preciso que ninguém seja para mim. Eu sou pra mim. Eu não espero nada de ninguém e de nenhuma situação. Eu sou o meu pilar e a minha própria base e isso me dá muita força. Aquela tal da força interior.

Ao invés de criar expectativas em alguém, experimente olhar mais pra você e ocupar seu tempo com o que você controla. Ao invés de depositar todas as suas fichas em alguma situação, crie planos A, B, C, D… abra asas para as possibilidades que podem te fazer bem.

Se você precisa de uma expectativa, que seja essa: fazer o teu na boa, curtindo o processo, curtindo a caminhada, dando o seu melhor, se cuidando, caindo e levantando. A vida não tem juiz nem veredito. Só tem você fazendo escolhas e decidindo por si mesmo qual caminho vai tomar.